PROJETO METE MÃO | OFICINA DE CAPOEIRA

Na oficina de capoeira decidimos fazer algo que tínhamos realizado a algumas oficinas atrás e que vem dando certo, convidar pessoas que dominam os assuntos ministrados nas oficinas. Devido a nossa falta de conhecimento em determinados assuntos, essa solução tornou-se muito viável, beneficiando-nos com novos aprendizados e enriquecendo ainda mais a experiência com as crianças, estas que passaram a ter acesso a conteúdos que são apresentados por pessoas que possui propriedade nos assuntos. Para essa atividade convidamos o professor de capoeira Tiago, que tem um projeto de capoeira no bairro Castelo Branco, em Salvador, que beneficia crianças da localidade. Além dele, estavam presentes os bolsistas do Programa de Educação Tutorial do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (PET IHAC), Marcelo e Rebeca.

Devido a questões de locomoção e por estar apenas com um parceiro para a atividade, o professor Tiago optou por reproduzir as músicas de capoeira numa caixa de som, abrindo mão assim dos instrumentos que necessitaria de mais pessoas para manuseá-los. Desse modo, com o som vindo de uma caixa de som, o educador aguardou os pequenos chegarem. Apesar de nossa previsão ser de que a maioria do público desta atividade fosse composto por crianças pequenas, o que observamos é que tinham muitos adolescentes de quinze ou dezesseis anos, que já participavam de um grupo de capoeira da região do Alto de Ondina, e que o próprio Tiago conhecera, apesar de ser de uma vertente diferente da sua. Este grupo da região explora a capoeira regional, enquanto o professor ministrante da oficina trabalha com capoeira de angola. Por mais que sejam duas modalidades diferentes, há suas semelhanças e talvez a partir disto houve o interesse destas crianças e adolescentes que já possuíam uma certa afinidade com a tradição de luta afro-brasileira.

Quando todos os participantes da oficina acomodarem-se no recinto, Tiago apresentou-se, narrando a sua trajetória na capoeira, e mostrando-nos que esta arte faz parte de sua vida desde os primórdios de sua vida, quando ele estava no ventre de sua mãe. Como seu pai é capoeira, ele já nasceu nesse ambiente irrigado pela filosofia da capoeira, e assim, é algo que tem uma ligação intima com sua vida. Além de contar esse aspecto de sua trajetória, ele também alerta os jovens presentes para a importância de estudar, enfatizando que ele também faz esse alerta em seu grupo, pois segundo ele, capoeira não pode ser desentendido, precisa estudar. Ao terminar de falar de si, o veterano capoeira pede para que cada pessoa se apresente, para que ele conheça um pouco de cada um. Feito isso inicia-se a atividade prática. Como se tratava de uma pequena oficina, diferente do que ele realiza em seu grupo,
onde tem mais tempo para trabalhar diversas dinâmicas para o aprendizado da dança, Tiago optou por trabalhar algumas noções, de movimentos, básicas de capoeira. Com o som da música de capoeira de angola, todos exploravam a movimentação corporal proposta pelo professor, até aqueles mais tímidos, que no início estavam mais retraídos, soltaram o corpo com as orientações dele.

Após o termino da atividade, Tiago convidou aqueles ali presentes a irem a sua atividade em Castelo Branco, Roda de Capoeira Lua nova. Como contrapartida, nós da equipe do PET IHAC ficamos encarregados de divulgar seu trabalho, dentro da universidade, com a intenção de despertar o interesse de alguns estudantes do instituto do programa a esta arte popular de matriz africana.

 

 

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